Vejo pessoas queridas num quadrado
Elas se mexem, riem, falam
Quadro com voz, um pouco embassado
No meio da conversa, todos se calam
Quase os toquei
E senti o cheiro
A cabeça confusa
Como torto tabuleiro
Falha da comunicação
Não há mais o que fazer
Vejo ao longe o farol do Capão
Que já tende a desaparecer
Hora de dormir
Me despeço aos fantasmas
Escrevendo qualquer besteira
Pra amenizar estas lástimas
(Gabriel Holanda)
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domingo, 3 de janeiro de 2010
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