Sinto, logo sofro
Entre cobras, por dentro cresço como mofo
À volta encolho
Reduzo a caroço
Abro a mente
Reduzo gestos
Observo a serpente
Engulo toda a enchente
E devolvo sistematicamente
Gelado e calculado
Utilizo-me do vício
Fim sei que há de ter
Mas já não lembro do início
Num movimento bem ensaiado
Desarmo alarmes e sirenes
No dia-a-dia cronometrado
Estrangulo-me, tudo treme
Treme de proa à popa
Vibra a superestrutura
Rasga a carne de minh'alma
De aço e sangue já sou mistura
(Gabriel Holanda)
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
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