Desde o início fomos um
Toda dor e alegria em dobro
Ante a ti me ajoelho
Hoje, homens, vejo um irmão
Não mais novo, diferente
Mas o percebo no espelho
Almas fundidas
E cada qual no seu navio
Mais que amigas
Da saudade virei pavio
Irmão que zelei
E cuidei da sua ferida
Há muito tempo já sei
Nosso amor vai além da vida
Te espero em silêncio
Guardo forças pro abraço
Seco as lágrimas do rosto
E finjo esquecer o cansaço
Me desculpe a simplicidade
Destes versos talvez infantis
Impossível escrever a verdade
Quando não se trata de Y mais X
Volta irmão,
Sem você só vou levando
Junto à minha, quero tua mão
Pra sempre amado Fernando.
(Gabriel Holanda)
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
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