Como homem feito, não só choro
Estremeço, berro e me contorço
Cada músculo e cada osso
Num balé de torturar
Seco a testa na manga
E cuspo o azedo
Lágrimas na varanda,
Hoje já não tenho medo
Do que ver ao despertar
Mas receio é segurança
Experiência é uma criança
Que contradiz a aliança
Do crescer sem se chorar
Cresço.
Envelheço.
Me encolho e viro do avesso
Toda arte que aprendi
Num segundo já esqueço
Quando vejo, me perdi
E volto direto ao começo
(Gabriel Holanda)
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
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