O nível do mar subiu
E meus pés, ancorados ao fundo
Administrei o ar dos pulmões
Com receio de me afogar e sumir do mundo
Essa voz ecoou no meu vazio
Acordou a fera que dormia calma
Segurei o ar mais um segundo
Com receio de me afogar e sumir do mundo
Tentei convencer o mar
Mas que bobagem, pretensão
Não se sujar abraçando um ser imundo
Já sem receio de me afogar e sumir do mundo
Finalmente me entreguei
Já não tinha mesmo escapatória
E gritei um silêncio profundo
Desta forma me afoguei e sumí do mundo
(Gabriel Holanda)
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domingo, 5 de setembro de 2010
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