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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Vale das Rugas

O Sol desponta no fim do mar
A lágrima desce
Rasga a velha ruga
E abre espaço pro desabafar

Sonho vem, realidade se vai
Inverte, transcende, revive
Passa e sai

Jogo o sonho fora
Rasgo o livro do pensar e ando
Caminho tão longo quanto estreito

Piso no vazio, enlaço a insônia
Só durmo quando retirado o espinho
Cravado no meio do peito


(Gabriel Holanda)
 
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